Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

RANP 37 - 2009

Salvar em PDF

 

AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS

RESOLUÇÃO ANP Nº 37, DE 1º.12.2009 - DOU 2.12.2009

O DIRETOR-GERAL da AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS - ANP, no uso de suas atribuições, tendo em vista o disposto nos incisos I e XVIII, do art. 8º da Lei nº 9.478, de 06 de agosto de 1997, alterada pela Lei nº 11.097, de 13 de janeiro 2005, e com base na Resolução de Diretoria nº 1115, de 1º de dezembro de 2009,

Considerando que compete à ANP regular as atividades relativas à indústria do petróleo, gás natural e seus derivados e biocombustíveis e, na proteção dos interesses dos consumidores, no que diz respeito a preço, qualidade e oferta de produtos, estabelecer as especificações dos combustíveis no Brasil;

Considerando as constantes evoluções tecnológicas dos motores e aeronaves, bem como das metodologias de avaliação do querosene de aviação que demandam alterações sistemáticas na sua especificação; e

Considerando a necessidade da adequação da especificação brasileira do querosene de aviação aos padrões internacionais devido ao caráter específico de sua utilização,

Resolve:

Art. 1º Fica estabelecida, por meio da presente Resolução, a especificação do querosene de aviação, destinado exclusivamente ao consumo em turbinas de aeronaves, comercializado por produtores, importadores, distribuidores e revendedores, em todo o território nacional, consoante as disposições contidas no Regulamento Técnico ANP nº 6/2009, parte integrante desta Resolução.

Art. 2º Para fins desta Resolução ficam estabelecidas as seguintes definições:

I - Certificado da Qualidade: documento da qualidade emitido pelo produtor e pela firma inspetora contratada pelo importador, que deve conter todas as informações e os resultados da análise das características do produto, constantes no Regulamento Técnico, parte integrante desta Resolução;

(Nota)

II - Boletim de Conformidade: documento da qualidade emitido pelo distribuidor de combustível de aviação, o qual deve conter, no mínimo, os resultados da análise requerida nesta Resolução, para cada tipo de operação;

III - Registro da Análise da Qualidade: documento da qualidade emitido pelo revendedor de combustível de aviação ou pelo distribuidor, quando o sistema for dedicado, o qual deve conter, no mínimo, os resultados de aparência (aspecto e cor), água não dissolvida (visual e por detector químico) e massa específica;

IV - Batelada: quantidade segregada de combustível de aviação que possa ser caracterizada por um "Certificado da Qualidade", "Boletim de Conformidade" ou "Registro da Análise da Qualidade";

V - Sistema dedicado: sistema de manuseio de combustível de aviação, compreendendo linhas, bombas, filtros, entre outros, pelo qual é escoado exclusivamente um tipo de combustível de aviação, com exceção de balsas.

Art. 3º Os agentes econômicos autorizados pela ANP a exercerem as atividades de produção, importação, distribuição e revenda de combustíveis de aviação deverão atender aos requerimentos contidos na norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 15216 - Controle da qualidade no armazenamento, transporte e abastecimento de combustíveis de aviação, ou edições posteriores que venham a substituí-la.

Art. 4º O produtor de querosene de aviação deverá analisar uma amostra representativa da batelada a ser comercializada e emitir o Certificado da Qualidade, que deverá ser mantido sob sua guarda pelo prazo mínimo de 12 (doze) meses.

(Nota)

Parágrafo único. O Certificado da Qualidade do produto comercializado deverá ter numeração seqüencial anual e ser firmado pelo químico responsável pelas análises laboratoriais realizadas, com indicação legível de seu nome e número da inscrição no órgão de classe, inclusive no caso de cópia emitida eletronicamente.

Art. 4º-A. No caso de importação de querosene de aviação, deverão ser seguidas as regras específicas estabelecidas pela regulação da ANP, o que não exclui a responsabilidade do importador sobre a qualidade do produto.

(Nota)

Art. 5º O produtor e o importador deverão manter sob sua guarda amostra testemunha das 15 últimas bateladas comercializadas ou as referentes aos 3 últimos meses de comercialização, a opção que corresponder ao menor número de amostras, armazenadas em embalagens lacradas, à disposição da ANP para qualquer verificação que esta julgar necessária.

Art. 6º A documentação fiscal referente às operações de comercialização do querosene de aviação, realizadas pelo produtor e importador, deverá indicar o número do Certificado da Qualidade correspondente ao produto e ser acompanhada de cópia legível do mesmo, atestando que o combustível comercializado atende à especificação estabelecida no Regulamento Técnico ANP, parte integrante desta Resolução.

Art. 7º O distribuidor de combustível de aviação, autorizado pela ANP, deverá analisar amostra representativa da batelada comercializada e emitir o Boletim de Conformidade, firmado pelo químico responsável pelas análises laboratoriais efetivadas, com indicação legível de seu nome e número da inscrição no órgão de classe, inclusive no caso de cópia emitida eletronicamente, que deverá ser mantido sob sua guarda por um período de 2 meses.

§ 1º O Boletim de Conformidade a que se refere o caput deste artigo deverá contemplar, no mínimo, os resultados das seguintes características:

I - No caso de operação por sistemas não dedicados: aparência (aspecto e cor), água não dissolvida (visual e por detector químico), massa específica, destilação, goma atual, ponto de fulgor, ponto de congelamento, índice de separação de água e corrosividade ao cobre;

II - No caso de operação por sistemas dedicados será permitida a emissão do Registro da Análise da Qualidade, assinado pelo responsável pelo combustível.

Art. 8º O distribuidor de combustível de aviação deverá atestar no Boletim de Conformidade a consistência dos resultados da(s) análise(s) realizada(s) com os resultados contidos no Certificado da Qualidade de origem do produto, conforme procedimento contido na Norma ABNT NBR 15216.

Parágrafo único. Os resultados da análise das características constantes do Boletim de Conformidade deverão estar enquadrados nos limites estabelecidos pelo Regulamento Técnico, parte integrante desta Resolução, devendo o produto atender às demais características exigidas no mesmo.

Art. 9º O distribuidor de combustível de aviação deverá manter sob sua guarda amostra testemunha das 15 últimas bateladas comercializadas ou as referentes aos 2 últimos meses de comercialização, a opção que corresponder ao menor número de amostras, armazenadas em embalagens lacradas à disposição da ANP para qualquer verificação que esta julgar necessária.

Art. 10. A documentação fiscal, referente às operações de comercialização do querosene de aviação, realizadas pelo distribuidor no seu fornecimento ao revendedor, deverá indicar o número do Boletim de Conformidade correspondente ao produto e ser acompanhada do mesmo.

Art. 11. O revendedor de combustível de aviação, autorizado pela ANP, deverá certificar a qualidade do produto a ser comercializado em amostra representativa do mesmo e emitir o Registro da Análise da Qualidade, que deverá ser mantido sob sua guarda por um período de 6 meses.

Art. 12. O revendedor de combustível de aviação deverá manter sob sua guarda uma amostra testemunha das 4 últimas bateladas comercializadas ou as referentes aos 2 últimos meses de comercialização, a opção que corresponder ao menor número de amostras, armazenadas em embalagens lacradas, à disposição da ANP para qualquer verificação que esta julgar necessária.

Art. 13. O distribuidor ou revendedor de querosene de aviação deverá realizar análise completa do produto e emitir novo Certificado da Qualidade numa eventual suspeita de contaminação no sistema de distribuição após o recebimento.

Art. 14. A ANP poderá submeter produtores, importadores, distribuidores e revendedores à auditoria de qualidade, a ser executada por entidades certificadoras credenciadas pelo INMETRO, sobre os procedimentos e equipamentos que tenham impacto sobre a qualidade do querosene de aviação, bem como os procedimentos dispostos na norma ABNT NBR 15216.

Art. 15. O não atendimento ao disposto nesta Resolução sujeita o infrator às sanções administrativas previstas na Lei nº 9.847, de 26 de outubro de 1999, alterada pela Lei nº 11.097, de 13 de janeiro de 2005, e no Decreto nº 2.953, de 28 de janeiro de 1999, sem prejuízo das penalidades de natureza civil e penal.

Art. 16. Os casos não contemplados nesta Resolução serão objetos de análise e deliberação pela ANP.

Art. 17. Ficam revogadas a Resolução ANP nº 3 de 25 de janeiro 2006 e demais disposições em contrário.

Art. 18. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação da União.

HAROLDO BORGES RODRIGUES LIMAANEXOREGULAMENTO TÉCNICO ANP Nº 6/2009

1. Objetivo

Este Regulamento Técnico aplica-se ao Querosene de Aviação QAV-1, denominado internacionalmente JET A-1, destinado exclusivamente ao consumo de turbinas de aeronaves e comercializado em todo o território nacional e estabelece sua especificação.

2. Composição

O querosene de aviação deve ser constituído exclusivamente de hidrocarbonetos derivados das seguintes fontes convencionais: petróleo, condensados líquidos de gás natural, óleo pesado, óleo de xisto e aditivos relacionados na Tabela I do Regulamento Técnico.

3. Normas Aplicáveis

A determinação das características do querosene de aviação será realizada mediante o emprego das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), "American Society for Testing and Materials" (ASTM) e "Energy Institute" (IP).

Os dados de precisão, repetitividade e reprodutibilidade, fornecidos nos métodos relacionados a seguir, devem ser usados somente como guia para aceitação das determinações em duplicata do ensaio e não devem ser considerados como tolerância aplicada aos limites especificados neste Regulamento.

A análise do produto deverá ser realizada em amostra representativa do mesmo, obtida segundo método ABNT NBR 14883 - Petróleo e Produtos de Petróleo - Amostragem manual ou ASTM D4057 - Practice for Manual Sampling of Petroleum and Petroleum Products e ASTM D 4306 - Standard Practice for Aviation Fuel Sample Containers for Tests Affected by Trace Contamination

As características incluídas na Tabela I anexa deverão ser determinadas de acordo com a publicação mais recente dos métodos de ensaio abaixo relacionados:

3.1 APARÊNCIA

MÉTODO

TÍTULO

ABNT NBR 14921

Produtos de petróleo - Determinação da cor - Método do colorímetro Saybolt

ASTM D156

Saybolt Color of Petroleum Products (Saybolt Chromometer Method)

ASTM D4176

Free Water and Particulate Contamination in Distillate Fuels (Visual Inspection Procedures)

ASTM D5452

Particulate Contamination in Aviation Fuels by Laboratory Filtration

ASTM D6045

Color of Petroleum Products by the Automatic Tristimulus Method

3.2 COMPOSIÇÃO

MÉTODO

TÍTULO

ABNT NBR 6298

Gasolina, querosene de aviação e combustíveis destilados - Determinação de enxofre mercaptídico - Método potenciométrico.

ABNT NBR 6563

Gás liquefeito de petróleo e produtos líquidos de petróleo - Determinação do teor de enxofre - Método da lâmpada

ABNT NBR 14533

Gás liquefeito de petróleo e produtos líquidos de petróleo - Determinação do teor de enxofre - Método da lâmpada

ABNT NBR 14642

Combustíveis e solventes - Determinação qualitativa de enxofre ativo pelo ensaio Doctor

ABNT NBR 14932

Produtos líquidos de petróleo - Determinação dos tipos de hidrocarbonetos pelo indicador de adsorção por fluorescência

ASTM D1266

Sulfur in Petroleum Products (Lamp Method)

ASTM D1319

Hydrocarbon Types in Liquid Petroleum Product by Fluorescent Indicator Adsorption

ASTM D2622

Sulfur in Petroleum Products by Wavelength Dispersive X -ray Fluorescence Spectrometry

ASTM D3227

(Thiol Mercaptan) Sulfur in Gasoline, Kerosine, Aviation Turbine, and Distillate Fuels (Potentiometric Method)

ASTM D3242

Acidity in Aviation Turbine Fuel

ASTM D4294

Sulfur in Petroleum and Petroleum Products by Energy Dispersive X -ray Fluorescence Spectrometry

ASTM D4952

Qualitative Analysis for Active Sulfur Species in Fuels and Solvents (Doctor Test)

ASTM D5453

Determination of Total Sulfur in Light Hydrocarbons, Spark Ignition Engine Fuel, Diesel Engine Fuel, and Engine Oil by Ultraviolet Fluorescence

ASTM D6379

Determination of Aromatic Hydrocarbon Types in Aviation Fuels and Petroleum Distillates-High Performance Liquid Chromatography Method with Refractive Index Detection

3.3 VOLATILIDADE

MÉTODO

TÍTULO

ABNT NBR 7148

Petróleo e produtos de petróleo -Determinação da massa específica, densidade relativa e ºAPI -Método do densímetro

ABNT NBR 7974

Produtos de petróleo - Determinação do ponto de fulgor pelo vaso fechado Tag

ABNT NBR 9619

Produtos de petróleo - Destilação à pressão atmosférica

ABNT NBR 14065

Destilados de petróleo e óleos viscosos - Determinação da massa específica e da densidade relativa por densímetro digital

ASTM D56

Flash Point by Tag Closed Cup Tester

ASTM D86

Distillation of Petroleum Products at Atmospheric Pressure

ASTM D1298

Density, Relative Density (Specific Gravity), or API Gravity of Crude Petroleum and Liquid Petroleum Products by Hydrometer Method

ASTM D3828

Flash Point by Small Scale Closed Cup Tester

ASTM D4052

Density and Relative Density of Liquids by Digital Density Meter

3.4 FLUIDEZ

MÉTODO

TÍTULO

ABNT NBR7975

Combustível de aviação - Determinação do ponto de congelamento

ABNT NBR10441

Produtos de petróleo -Líquidos transparentes e opacos - Determinação da viscosidade cinemática e cálculo da viscosidade dinâmica

ASTM D445

Kinematic Viscosity of Transparent and Opaque Liquids (and Calculation of Dynamic Viscosity)

ASTM D2386

Freezing Point of Aviation Fuels

ASTM D5972

Freezing Point of Aviation Fuels (Automatic Phase Transition Method)

ASTM D7153

Freezing Point of Aviation Fuels (Automatic Laser Method)

ASTM D7154

Freezing Point of Aviation Fuels (Automatic Fiber Optical Method)

3.5 COMBUSTÃO

MÉTODO

TÍTULO

ABNT NBR11909

Querosene - Determinação do ponto de fuligem

ASTM D1322

Smoke Point of Kerosine and Aviation Turbine Fuel

ASTM D1840

Naphthalene Hydrocarbons in Aviation Turbine Fuels by Ultraviolet Spectrophotometry

ASTM D3338

Estimation of Net Heat of Combustion of Aviation Fuels

ASTM D4809

Heat of Combustion of Liquid Hydrocarbon Fuels by Bomb Calorimeter (Precision Method)

ASTM D4529

Estimation of Net Heat of Combustion of Aviation Fuels

3.6 CORROSÃO

MÉTODO

TÍTULO

ABNT NBR14359

Produtos de petróleo - Determinação da corrosividade - Método da lâmina de cobre

ASTM D130

Corrosiveness to Copper Corrosion from Petroleum Products by Copper Strip Test

(Nota)

3.7 ESTABILIDADE

MÉTODO

TÍTULO

ASTM D3241

Thermal Oxidation Stability of Aviation Turbine Fuels (JFTOT Procedure

3.8 CONTAMINANTES

MÉTODO

TÍTULO

ABNT NBR14525

Combustíveis - Determinação de goma por evaporação

ASTM D381

Gum Content in Fuels by Jet Evaporation

ASTM D3948

Determining Water Separation Characteristics of Aviation Turbine Fuels by Portable Separometer

IP 540

Determination of the existent gum content of aviation turbine fuel - Jet evaporation method

3.9 CONDUTIVIDADE

MÉTODO

TÍTULO

ASTM D2624

Electrical Conductivity of Aviation and Distillate Fuels

3.10 LUBRICIDADE

MÉTODO

TÍTULO

ASTM D5001

Measurement of Lubricity of Aviation Turbine Fuels by the Ball-on-Cylinder Lubricity Evaluator (BOCLE)

Tabela I - Especificação de Querosene de Aviação - QAV-1. (1)

A Resolução ANP nº 38, de 28.7.2011 – DOU 29.7.2011 revogou a característica corrosividade a prata desta tabela – Efeitos a partir de 29.7.2011.

CARACTERÍSTICA

UNIDADE

LIMITE

MÉTODOS

ABNT NBR

ASTM

APARÊNCIA

Aspecto

-

claro, límpido e isento de água não dissolvida e material sólido à temperatura ambiente

Visual

Visual D4176

(Procedimento 1)

Cor (2)

-

Anotar

14921

-

D156

D6045

Partículas contaminantes, máx. (3)

mg/L

1,0

-

D5452

COMPOSIÇÃO

Acidez total, máx. mg

KOH/g

0,015

-

D3242

Aromáticos, máx. ou

% volume

25,0

14932

D1319

Aromáticos totais, máx. (4)

% volume

26,5

-

D6379

Enxofre total, máx.

% massa

0,30

6563

-

14533

-

D1266

D2622

D4294

D5453

Enxofre mercaptídico, máx. ou,

% massa

0,0030

6298

D3227

Ensaio Doctor (5)

-

negativo

14642

D4952

Componentes na expedição da refinaria produtora (6)

Fração hidroprocessada

% volume

anotar

-

-

Fração severamente hidroprocessada

% volume

anotar

-

-

VOLATILIDADE

Destilação (7)

ºC

9619

D86

P.I.E. (Ponto Inicial de Ebulição)

anotar

10% vol. recuperados, máx.

205,0

50% vol. recuperados

anotar

90% vol. recuperados

anotar

P.F.E. (Ponto Final de Ebulição), máx.

300,0

Resíduo, máx.

% volume

1,5

Perda, máx.

% volume

1,5

Ponto de fulgor, mín.

ºC

40,0 ou 38,0

7974 -

D56

D3828

Massa específica a 20ºC (8)

kg/m3

771,3

-

836,6

7148

14065

D1298

D4052

FLUIDEZ

Ponto de congelamento, máx

ºC

- 47

7975

-

-

-

D2386 (9)

D5972

D7153

D7154

Viscosidade a -20ºC, máx.

mm²/s

8,0

10441

D445

COMBUSTÃO

Poder calorífico inferior, mín.

MJ/kg

42,80

-

D4529

D3338

D4809

Ponto de fuligem, mín. ou Ponto de fuligem, mín. e Naftalenos, máx.

mm mm % volume

25,0

19,0

3,00

11909

-

D1322

D1840

CORROSÃO

Corrosividade ao cobre (2h a 100ºC), máx.

1

14359

D130

ESTABILIDADE

Estabilidade térmica a 260ºC (11)

-

D3241

queda de pressão no filtro, máx.

mm Hg

25,0

-

-

depósito no tubo (visual)

-

< 3

(não poderá ter depósito de cor anormal ou de pavão)

-

-

CONTAMINANTES

Goma atual, máx. (12)

mg/100 mL

7

14525

D381

Índice de separação de água, MSEP (13)

-

D3948

com dissipador de cargas estáticas, mín.

-

70

sem dissipador de cargas estáticas, mín.

-

85

CONDUTIVIDADE

Condutividade elétrica (14)

pS/m

50 - 600

-

D2624

LUBRICIDADE

Lubricidade, BOCLE máx. (15)

mm

0,85

-

D5001

ADITIVOS (16)

Antioxidante (17)

mg/L

17,0 - 24,0

-

-

Desativador de metal, máx. (18)

mg/L

5,7

-

-

Dissipador de cargas estáticas, máx. (19)

mg/L

5,0

-

-

Inibidor de formação de gelo (20)

% volume

0,10 - 0,15

-

-

Detector de vazamentos, máx. (21)

mg/kg

1,0

-

-

Melhorador da lubricidade

(22)

-

-

Observações:

(1) O produtor, importador, distribuidor e revendedor de querosene de aviação deverão assegurar que durante o transporte do produto não ocorrerá contaminação com biodiesel ou produtos contendo biodiesel.

(2) A Cor deverá ser determinada na produção e, no caso de produto importado, no tanque de recebimento após a descarga.

(3) Limite aplicável somente na produção. No caso de produto importado, a determinação deverá ser realizada no tanque de recebimento após a descarga e o resultado anotado no Certificado da Qualidade. No carregamento da aeronave será aplicado o limite estabelecido pela IATA - International Air Transport Association.

(4) Em caso de conflito entre os resultados de Aromáticos e Aromáticos Totais prevalecerá o limite especificado para Aromáticos.

(5) Em caso de conflito entre os resultados de enxofre mercaptídico e de ensaio Doctor, prevalecerá o limite especificado para o enxofre mercaptídico.

(6) Deverá constar no Certificado da Qualidade emitido pelo Produtor: o percentual das frações hidroprocessada e severamente hidroprocessada de combustível na batelada, inclusive as não adições das frações mencionadas. Entende-se como fração severamente hidroprocessada aquela fração de hidrocarbonetos derivados de petróleo, submetida a uma pressão parcial de hidrogênio acima de 7.000 kPa durante a sua produção

(7) Embora o QAV-1 esteja classificado como produto do Grupo 4 no ensaio de Destilação, deverá ser utilizada a temperatura do condensador estabelecida para o Grupo 3.

(8) O valor da massa específica a 20ºC deverá ser sempre anotado. A massa específica a 15ºC poderá ser anotada adicionalmente para facilitar as transações comerciais internacionais. Para a temperatura de 15ºC, aplicam-se os limites de 775,0 a 840,0 kg/m3.

(9) Em caso de conflito entre os resultados pelos diferentes métodos prevalecerá o resultado pelo método ABNT 7975/ASTM D2386.

(10) Suprimido

(Nota)

(10) A avaliação do depósito no tubo de aquecimento deverá ser realizada até no máximo duas horas após o término do teste. Somente tubos fornecidos pelo fabricante do equipamento, especificado para a determinação da estabilidade térmica poderão ser utilizados.

(Nota)

(11) Poderá ser empregado na distribuição o método IP 540, aplicando-se o mesmo limite de especificação. A análise de consistência só se aplica à Goma Atual, quando utilizada, na produção e na distribuição, a mesma metodologia.

(Nota)

(12) Limite aplicável na produção. Na distribuição deverão ser observados os procedimentos contidos na ABNT NBR 15216.

(Nota)

(13) Limites exigidos no local, hora e temperatura de entrega ao comprador no caso do combustível conter aditivo dissipador de cargas estáticas.

(Nota)

(14) Limite aplicado na produção. O controle da lubricidade aplica-se somente aos combustíveis que contêm mais que 95% de fração hidroprocessada, sendo que desta, no mínimo 20% foi severamente hidroprocessada. Esse controle é realizado, também, para todos os combustíveis que contêm componentes sintéticos, conforme a Defence Standard 91-91, Issue 6 (http://www.dstan.mod.ukhttp://www.dstan.mod.uk).

(Nota)

(15) O Certificado da Qualidade e o Boletim de Conformidade devem indicar os tipos e as concentrações dos aditivos utilizados.

São permitidos apenas os tipos de aditivos relacionados na Tabela I deste Regulamento Técnico, qualificados e quantificados na edição mais atualizada da ASTM D1655 Standard Specification for Aviation Turbine Fuels e na Norma do Ministério da Defesa da Inglaterra denominada Defence Standard 91-91 (Defence Standard 91-91 do United Kingdom - Ministry of Defence - http://www.dstan.mod.ukhttp://www.dstan.mod.uk).

(Nota)

(16) Se o combustível não for hidroprocessado, a adição do antioxidante é opcional. Neste caso, a concentração do material ativo do aditivo não deverá exceder a 24,0 mg/L. Se o combustível ou componente do combustível for hidroprocessado, a adição do antioxidante é obrigatória e a concentração do material ativo do aditivo deverá estar na faixa de 17,0 a 24,0 mg/L.

A adição do antioxidante deverá ser realizada logo após o hidroprocessamento e antes do produto ser enviado aos tanques de estocagem. Quando o combustível final for composto de mistura de produto hidroprocessado e não hidroprocessado, deverão ser anotados: a composição da mistura e os teores de aditivos utilizados nas frações hidroprocessada e não hidroprocessada, separadamente.

(Nota)

(17) O aditivo desativador de metal poderá ser utilizado para melhorar a Estabilidade térmica do Querosene de Aviação. Neste caso, deverão ser reportados os resultados da Estabilidade térmica obtidos antes e após a adição do aditivo.

A concentração máxima permitida na primeira aditivação é de 2,0 mg/L. Uma aditivação complementar posterior não poderá exceder ao limite máximo acumulativo de 5,7 mg/L.

(Nota)

(18) O aditivo dissipador de cargas estáticas poderá ser utilizado para aumentar a Condutividade elétrica do Querosene de Aviação.

A concentração máxima permitida na primeira aditivação é de 3,0 mg/L. Uma aditivação complementar posterior não poderá exceder a concentração máxima acumulativa especificada de 5,0 mg/L.

(Nota)

(29) É opcional a adição do aditivo inibidor de formação de gelo, mediante acordo entre o revendedor e o consumidor, desde que sejam atendidos os limites especificados na Tabela I.

(Nota)

(20) Quando necessário, o aditivo poderá ser utilizado para auxiliar na detecção de vazamentos no solo provenientes de tanques e sistemas de distribuição de querosene de aviação. Este aditivo deverá ser utilizado somente quando outros métodos de investigação forem exauridos.

(Nota)

(21) A adição do aditivo melhorador da lubricidade deverá ser acordada entre revendedor e consumidor, respeitados os limites para cada tipo de aditivo.

(Nota)

Fim do conteúdo da página