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RCNP 1 - 1968

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RESOLUÇÃO CNP Nº 1, DE 30.1.1968 - 1402ª SESSÃO ORDINÁRIA - DOU 29.4.1968

Dispõe sobre revisão de Norma relativa ao querosene de aviação.

Revogada pela Resolução ANP nº 27, de 8.5.2014 – DOU 9.5.2014 – Efeitos a partir de 9.5.2014.

O CONSELHO NACIONAL DO PETRÓLEO, no uso de suas atribuições,

RESOLVE:

Estabelecer, para o querosene de aviação, a NORMA CNP-08, Revisão I, que acompanha a presente Resolução, e declará-la de observância obrigatória pelas refinarias e entidades distribuidoras, tanto para o produto importado quanto para o elaborado no País.

Rio de Janeiro, em 30 de janeiro de 1968.

Marechal W. LEVY CARDOSO
Presidente

NORMA CNP- 08 - Rev. 1

A QUE SE REFERE A RESOLUÇÃO Nº 1/68, DESTA DATA

1. A Norma CNP-08-Rev. 1 aplica-se ao querosene de aviação distribuído para consumo e refere-se ao produto acabado, a partir dos tanques do distribuidor, no caso do querosene de aviação importado, ou dos tanques das refinarias, no caso do querosene de aviação de produção nacional.

2. O querosene de aviação especificado na presente Norma - Tipos QAV-I e QAV-4 - deverá ter aspecto transparente e límpido, ser isento de água livre e matéria estranha e possuir as características expressas no quadro anexo.

3. Os valores especificados na presente Norma são absolutos, não estando sujeitos a correções para tolerância dos métodos. Quando forem feitas determinações múltiplas, deverão ser usados os resultados médios.

4. Os inibidores de oxidação permitidos no querosene de aviação são os seguintes:

2,6-di-ter-butil 4 metilfenol

N, N'-di-sec-butil parafenilenodiamina

2,4 -dimetil 6-ter-butilfenol

2,6 -di-ter-butilfenol.

5. Os desativadores de metais permitidos no querosene de aviação são os seguintes:

N, N' disalicilideno-1, 2 propanodiamina

N, N' disalicilideno-1, 2 etilenodiamina.

6. A verificação das características do produto far-se-á mediante o emprego dos seguintes métodos: Métodos Brasileiros (MB) da Associação Brasileira de Normas Técnicas e do Instituto Brasileiro de Petróleo (ABNT-IBP), os Métodos-padrão da "American Society for Testing and MateriaIs" (ASTM), método constante do Apêndice A da Norma D. Eng. R. D. 2494 (revisão 4).

a) ÍNDICE DE ÁCIDO FORTE - Método para a determinação do índice de neutralização de produtos de petróleo (por fenolftaleína). Referência: MB-101, da ABNT-IBP.

b) AROMÁTICOS - Método para a determinação dos tipos de hidrocarbonetos em produtos líquidos de petróleo por adsorção e indicador fluorescente. Referência: D 1319-61 T, da ASTM.

c) COR - Método para a determinação da cor de produtos de petróleo (Cronômetro Saybolt). Referência: MB-187, da ABNT-IBP.

d) COBRE - Método analítico adequado.

e) CORROSIVIDADE -

e1) corrosividade ao cobre - Método para a determinação da corrosividade de produtos de petróleo (Método da lâmina de cobre). Referência: MB-287, da ABNT-IBP.

e2) corrosividade à prata - Método para a determinação da corrosividade à lâmina de prata. Referência: Apêndice A da Norma D. Eng. R.D. -2494 (revisão 4) - julho 1966.

f) DENSIDADE - Método para a determinação da densidade relativa de produtos líquidos de petróleo, pelo densímetro. Referência: D 1298-55, da ASTM.

g) PONTO DE FULGOR - Método para a determinação do ponto de fulgor, pelo aparelho fechado Tag. Referência: MB-42, da ABNT-IBP.

h) PONTO DE CONGELAMENTO - Método para a determinação do ponto de congelamento de combustíveis de aviação. Referência: D 1477-57 T, da ASTM.

i) PONTO DE FULIGEM - Método para a determinação do ponto de fuligem de combustíveis para turbinas de aviação. Referência: D 1322-59 T, da ASTM.

j) PODER CALORÍFICO - Método para a determinação do poder calorífico de hidrocarbonetos combustíveis líquidos, pela bomba calorimétrica. Referência: D 240-57 T, da ASTM.

I) NÚMERO DE BROMO - Método para a determinação do número de bromo de destilados de petróleo, por colorimetria. Referência: D 1158-59 T, da ASTM.

m) OLEFINAS - Método para a determinação dos tipos de hidrocarbonetos em produtos líquidos de petróleo, por adsorção e indicador fluorescente. Referência D 1319-61 T, da ASTM.

n) ENXOFRE TOTAL - Método para a determinação do enxofre em produtos de petróleo e gases liqüefeitos de petróleo (Método da Lâmpada). Referência: D 1266-59, T, da ASTM.

o) ENSAIO DOCTOR - Referência: Parágrafo IV, item “c”, do Método D 484-52, da ASTM.

p) ENXOFRE MERCAPTÍDICO - Método para a determinação do enxofre mercaptídico em combustíveis para turbinas de aviação (Método Colorimétrico). Referência: D 1219-61, da ASTM.

q) VISCOSIDADE - Método para determinação da viscosidade cinemática. Referência: MB-293, da ABNT-IBP.

r) GOMA ATUAL - Método para a determinação da goma atual em combustíveis, por evaporação. Referência: D 381-61 T, da ASTM.

s) GOMA POTENCIAL - Método para a determinação da estabilidade à oxidação dos combustíveis de aviação (Método do Resíduo Potencial). Referência: D 873-57 T, da ASTM.

t) ESTABILIDADE TÉRMICA - Método para a determinação da estabilidade térmica de combustíveis para turbinas de aviação. Referência: D 1660-61 T, da ASTM.

u) TOLERÂNCIA À ÁGUA - Método para a determinação da tolerância à água dos combustíveis de aviação. Referência: D 1094-57, da ASTM.

v) DESTILAÇÃO - Método de ensaio para a destilação de produtos de petróleo. Referência: MB-45, da ABNT-IBP.

x) PRESSÃO DE VAPOR - Método de ensaio para a determinação da pressão de vapor Reid de gasolina e produtos de petróleo similares. Referência: MB-162, da ABNT-IBP.

z) ÍNDICE VOLATILIDADE-FULIGEM - Computado da equação:

IVF = PF + (0,42 x % volume evaporado até 204°C).

IVF = Índice Volatilidade-Fuligem.

PF = Ponto de Fuligem, em mm.

Rio de Janeiro, GB, em 30 de janeiro de 1968.

Marechal WALDEMAR LEVY CARDOSO
Presidente

NORMA CNP- 08 - Rev. 1

QUEROSENE DE AVIAÇÃO

(30.1.1968)

CARACTERÍSTICAS

QAV-1

QAV-4

Mínimo

máximo

Mínimo

Máximo

Índice de ácido forte,mg/KOF/g

Nulo

-

-

Aromáticos, % volume

-

20

-

25,0

Cor Saybolt

+12

-

-

-

Cobre, ppm (1)

-

0,15

-

-

Corrosividade ao cobre 2 h, 100ºC

-

nº 1

-

nº 1

Corrosividade àprata 16 hs, 45 + 5ºC

-

nº 1

-

-

Densidade a 20º/4ºC

0,771

0,822

0,746

0,798

Ponto de fulgor, ºC (2)

41

-

-

-

Ponto de congelamento, ºC

-

-50

-

-60

Ponto de fuligem, mm

21

-

Anotar

-

Poder calorífico inferior, kcal/kg

10200

-

10200

-

Nº de bromo, % volume

-

5,0

-

-

    Ou Olefinas, % volume

-

5,0

-

5,0

Enxofre total, % peso

-

0,2

-

-

Ensaio Doctor ou

Negativo

-

-

Enxofre Mercaptídico, % peso

-

0,001

-

0,001

Viscosidade a - 17,8ºC, cs

-

6,0

-

-

Goma atual, mg/100ml

-

7,0

-

7,0

Goma potencial, 16 h:

    Total, mg/100ml

-

14,0

-

14,0

    Resíduo mg/100ml

Dados

-

-

    Precipitado, mg/100ml

separadamente

-

-

Estabilidade térmica:

    Queda de pressão no filtro, kgf/cm²

-

0,414

-

0,448

Depósito no preaquecedor menor que

-

Padrão 3

Padrão 3

Tolerância à água:

    Mudança de volume, ml

-

1,0

-

-

    Separação

-

(3)

-

-

    Condições interfaciais

-

(4)

1 b

1 b

Destilação:

    Ponto inicial de ebulição, °C

-

-

Anotar

    20% evaporado, °C

-

200

-

143

    50% evaporado, °C

-

-

-

188

    90% evaporado, °C

-

-

-

243

    Ponto final de ebulição, °C

-

300

Anotar

    Resíduo, % volume

-

1,5

-

1,5

-

1,5

-

1,5

-

-

0,14

0,21

-

-

52

-

    Perda, % volume

Pressão de vapor a 37,8°C, kgf/cm²

Índice volatilidade-fuligem

(1) O cobre deverá ser determinado em combustivels que tenham sido tratados pelo processo Adoçamento pelo Cobre.

(2) Será também aceito o valor minimo de 389C, determinado de acordo com o Método-padrão de referêncla iP 170/59 (Método de Abel), de "The Institute of Petro-leum".

(3) Separação nitida, sem emulsão, precipitado ou matéria suspensa dentro ou acima daa camadas.

(4) Não serão permitidos laços, bolhas ou películas cobrindo mais que 50% da interface.

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