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RCNP 15 - 1981

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RESOLUÇÃO CNP Nº 15, DE 15.9.1981 - 1.907ª SESSÃO ORDINÁRIA - DOU 6.10.1981

Dispões sobre a Revisão do Regulamento Técnico CNP 06/79.

Revogada pela Resolução CNP nº 9, de 1º.11.1988 – DOU 14.11.1988 – Efeitos a partir de 14.11.1988.

O CONSELHO NACIONAL DO PETRÓLEO , no uso das atribuições que lhe conferem o art. 3º da Lei nº 2.004, de 03 de outubro de 1953, o item V do artigo 1º da Portaria nº 235/MME, de 17 de fevereiro de 1977, que aprovou seu Regimento Interno,

Considerando a existência acumulada com o uso do óleo mineral isolante tipo B,

Considerando a necessidade de atualização constante das especificações,

RESOLVE:

Art. 1º. Estender o uso do óleo mineral tipo B, em transformadores e equipamentos de manobras, até a Classe de 34,5 kV.

Parágrafo Único. Ficam excluídos os transformadores especiais para fornos elétricos, retificadores, submersíveis (tipo Vault), reguladores de tensão, reatores, transformadores para aterramentos e comutadores sob carga da mesma classe de tensão.

Art. 2º. Fica estabelecido para o óleo mineral isolante tipo B o Regulamento Técnico CNP 06/Rev. 1, anexo à presente Resolução, que deverá ser, obrigatoriamente, observado pelas Refinarias, Cias. Distribuidoras e Revendedoras.

Art. 3º. Para os transformadores e equipamentos de manobra de classe de tensão acima de 34,5 kV, bem como os excluídos no parágrafo único do art. 1º, contunua a vigorar a Norma CNP 16, na íntegra, conforme constante da Resolução nº 6/72, que continua a referir-se a “óleo mineral isolante tipo A”.

Art. 4º. A presente Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogada a Resolução 16/79 de 18 de setembro de 1979, e demais disposições em contrário.

REGULAMENTO TÉCNICO CNP 06/Rev. 1

1. Este Regulamento aplica-se ao óleo mineral isolante tipo “B”, desde q sua produção até sua comercialização para consumo direto.

2. O óleo isolante tipo “B”, especificado no presente Regulamento, deverá possuir as propriedades expressas no quadro anexo.

3. A verificação das características do produto far-se-á mediante o emprego dos Métodos Brasileiros (MB) da Associação Brasileira de Normas Técnicas e do Instituto Brasileiro de Petróleo (ABNT-IBP), Métodos da American society for Testing and Materials (ASTM) e Métodos da Comissão Eletrotécnica Internacional (CEI), observando-se sempre os de publicação mais recente.

4. São as seguintes as características a serem verificadas e os correspondentes métodos de ensaio a serem adotados:

a) APARÊNCIA - Método Visual;

b) DENSIDADE - Método de Ensaio para a Determinação da Densidade de Petróleo e Derivados (Método do Densímetro), Referência MB-104 da ABNT/IBP;

c) VISCOSIDADE CINEMÁTICA - Método de Ensaio para a Determinação de Viscosidade Cinemática. Referência MB-293 da ABNT/IBP.

d) PONTO DE FULGOR - Método de Ensaio para a Determinação dos Pontos de Fulgor e de Combustão (Vaso Aberto Cleveland). Referência MB-50, ABNT/IBP.

e) PONTO DE FLUIDEZ - Método de Ensaio para a Determinação do Ponto de Fluidez de Produtos de Petróleo. Referência MB-102, da ABNT/IBP.

f) ÍNDICE DE NEUTRALIZAÇÃO - Método de Ensaio para a Determinação do índice de neutralização de Produtos de Petróleo (Método Indicador). referência MB-101, da ABNT/IBP.

g) TENSÃO INTERFACIAL - Método de Ensaio para a Determinação de Tensão Interfacial de Óleo - Água (Método do Anel). Referência MB-320, da ABNT/IBP.

h) COR - Método de Ensaio para a Determinação da Cor em Produtos de Petróleo (Métodos do Colorímetro ASTM). Referência MB-351, da ABNT/IBP.

i) TEOR DE ÁGUA - Método de Ensaio para Determinação de Água em Óleos Isolantes (Karl Fischer). Referência ASTM D 1533.

j) CLORETOS E SULFATOS - Métodos de Ensaio para Determinação de Cloretos e Sulfatos Inorgânicos em Óleos Isolantes. Referência ASTM D 878.

l) ENXOFRE CORROSIVO - Método de Ensaio para Determinação de Enxofre Corrosivo em Óleos Isolantes. Referência ASTM D 1275.

m) PONTO DE ANILINA - Método de Ensaio para Determinação do Ponto de Anilina Misto de Produtos de Petróleo e Hidrocarbonetos Solventes. Referência MB-299, da ABNT/IBP.

n) RIGIDEZ DIELÉTRICA - Método de Ensaio para Determinação de Rigidez Dielétrica de Óleos Isolantes (Eletrodos de Disco). Referência MB-330, da ABNT/IBP ou /Eletrodo VDE, referência ASTM 1816 com espaçamento de 2,5 mm.

o) FATOR DE POTÊNCIA - Método de Ensaio para Determinação do Fator Potência e Constante Dielétrica em Óleos Isolantes. Referência ASTM D 924.

p) ESTABEILIDADE Á OXIDAÇÃO - Método de Ensaio para Determinação de Estabilidade à Oxidação de Óleo Mineral Isolante, Referência ASTM D 2440 (A 100ºc) OU CEI 74.

QUADRO DE ESPECIFICAÇÕES

CARACTERÍSTICAS

VALOR

Aparência

Caro, límpido, isento de material em suspensão ou sedimentado

Densidade, a 20/4ºC max.

0,860

Viscosidade Cinemática,cSt, max. A 20ºC

25

a 37,8ºC

12

Ponto de fulgor, ºC, min.

140

Ponto de fluidez, ºC, max.

-9

Índice de neutralização(IAT), mg KOH/G, max.

0,04

Tensão Interfacial a 25ºC, dina/cm, min.

40(2)

Cor ASTM, max.

1,0

Teor de Água, ppm, max. (1)

50

Cloretos

ausentes

Sulfatos

ausentes

Enxofre corrosivo

não corrosivo

Ponto de anilina, ºC

83 a 94

Rigidez Dielétrica KV/2,5mm, mín.(1)

30

Eletrodo de disco

42

Eletrodo VDE

Fator de Potência a  100ºC, % máx.

0,5(2)

Estabilidade à oxidação, a 100ºC, 164h

0,50

Índice de neutralização (IAT), mgKOH/g, máx.

Borra, % máx.

0,15

Tensão interfacial a 25ºC, dina/cm, min.

10

OBS. 1 - Estes especificações não se aplicam a produto transportado em navios ou caminhões-tanque, ou estocado em tanque em possa ocorrer absorção de umidade. Neste caso, deverá ser submetido a tratamento adequado para restabelecer os valores especificados no presente regulamento.

OBS. 2 - Estes limites não são válidos para Refenarias que, entretanto, deverão entregar o produto em condições tais que, mediante tratamento, deverão entregar o produto em condições tais que, mediante tratamento convencional de absorção com argila, por parte das Distribuidoras, seja o produto enquadadro nos valores indicados.

OZIEL ALMEIDA COSTA

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