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RCNP 18 - 1985

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RESOLUÇÃO CNP Nº 18, DE 5.11.1985 - 2105ª SESSÃO ORDINÁRIA - DOU 19.11.1985

Dispõe sobre as especificações da gasolina de aviação.

Revogada pela Resolução ANP nº 5, de 3.2.2009 – DOU 4.2.2009 – Efeitos a partir de 4.2.2009.

O CONSELHO NACIONAL DO PETRÓLEO, no uso das atribuições que lhe conferem o artigo 3º da Lei nº 2.004, de 03 de outubro de 1953, o artigo 1º do Decreto nº 42.483, de 16 de outubro de 1957 e o item V do artigo 1º do Regulamento Interno, aprovado pela Portaria nº 235/MME, de 17 de fevereiro de 1977, e

Considerando ser imprescindível a constante atualização das especificações dos derivados de PETRÓLEO e o estabelecimento de novos métodos de análise;

Considerando os estudos técnicos realizados;

Considerando o que consta do Processo 27.300.049346/85,

RESOLVE:

Art. 1º. Estabelecer, para a gasolina de aviação, o Regulamento Técnico 20/85, que acompanha a presente Resolução.

Art. 2º. O Regulamento Técnico estabelecido nesta Resolução deverá ser de observância obrigatória pela PETRÓLEO Brasileiro S.A. - PETROBRÁS, pelas refinarias e pelas companhias distribuidoras, tanto para o produto importado quanto para o elaborado no país.

Art. 3º. Esta Resolução entratá em vigor na data de sua publicação, revogada a Resolução 9/65 e demais disposições em contrário.

ROBERTO FRANÇA DOMINGUES

REGULAMENTO TÉCNICO CNP 20/85

A QUE SE REFERE A RESOLUÇÃO Nº 18/85, DESTA DATA.

1. Este Regulamento Técnico aplica-se à gasolina de aviação distribuída para consumo e refere-se ao produto acabado, a partir dos tanques do distribuidor, no caso da gasolina de aviação importada, ou dos tanques das refinarias e das distribuidoras, no caso da gasolina de aviação de produção nacional.

2. A gasolina de aviação especificada no presente Regulamento Técnico, tipos GAV 100 e GAV 115, deverá possuir as propriedades expressas no quadro anexo.

3. Os dados de precisão (repetitividade e reprodutividade) fornecidos nos métodos citados devem ser usados somente como um guia para aceitação das determinações em duplicata de cada ensaio e não devem ser considerados como tolerância aplicável aos limites especificados neste Regulamento.

4. Os inibidores de oxidação permitidos na gasolina de aviação são os seguintes:

a) 2,6-ditert-butilfenol

b) 4-metil-2,6-ditert-butilfenol

c) 2,4-dimetil-6-tert-butilfenol

d) 75% mín.2,6-ditert-butilfenol + 25% máx.mistura de terciário e tritert butilfenóis

e) 55% mín. 2,4-dimetil-6-terbutilfenol + 15% mín.4-metil-2,6-ditert-butilfenol + 30% máx.mistura de metil e dimetilbutilfenóis terciários

f) 72% mín.2,4-dimetil-6 tertbutilfenol + 28% máx.mistura metil e dimetilbutilfenóis terciários

g) 60% mín.2,4-diterbutilfenol + 40% máx.mistura de butilfenóis terciários

h) 35% mín.4-metil 2,6-diterbutilfenol + 65% máx.mistura de metil, etil e dimetil butilfenóis terciários

i) 55% mín.etilfenóis butilados + 45% máx.metil e dimetilfenóis butilados.

5. Os seguintes corantes deverão ser usados, nas conentrações, dentro dos limites prescritos para dar ao combustível acabado a cor apropriada do seu grau de identificação.

azul - essencialmente 1,4 dialquilamino antraquinona;

amarela - essencialmente p-dietilamino azobenzeno (índice de cor nº 11020);

vermelha - essencialmente metil derivado do azobenzo-4 -azo-2 naftol (metil derivados de índice de cor nº 26105).

6. A verificação das características do produto far-se-á mediante o emprego das Normas Brasileiras Registradas e Métodos Brasileiros (NBR e MB, respectivamnte), do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), da Associação Brasileira de Normas Técnicas e do Instituto Brasileiro de PETRÓLEO (ABNT-IBP) e Métodos da American Society for Testing and Materials (ASTM), observando-se sempre os de publicação mais recente:

a) APARÊNCIA -

Método visual.

b) 1. PODER ANTIDETONANTE, mistura pobre -

- Método de ensaio para a determinação das características de detonação de combustíveis para motor (Método Motor). Referência: P-MB-457, da ABNT-IBP, D-2700, da ASTM.

2. PODER ANTIDETONANTE, mistura rica -

- Método de ensaio para a determinação das características de detonação de combustíveis de aviação (Método Superalimentação). Referência: D-909, da ASTM.

c) CHUMBO TETRAETILA -

- Método de ensaio para a determinação de chumbo tetraetila em gasolinas (Método do monocloreto de iodo). Referência: d-3341, da ASTM.

- Método de ensaio para a determinação de chumbo tetraetila em gasolinas (Método volumétrico do cromato) Referência: D-2547, da ASTM.

- Método de ensaio para a determinação de chumbo tetraetila em gasolinas por espectrometria de Raios X. Referência: D-2599 da ASTM.

d) COR -

- Método de ensaio para a determinação da cor de gasolina de aviação. Referência: D-2392, da ASTM.

e) PODER CALORÍFICO INFERIOR -

- Método de ensaio para a determinação do poder calorífico inferior de combustíveis de aviação. Referência: D-1405, da ASTM.

- Método de ensaio para a determinação do poder calorífico de hidrocarbonetos combustíveis pela bomba calorimétrica. Referência: D-2382, da ASTM.

- Método de ensaio para a determinação do ponto de anilina e do ponto de anilina misto de produtos de PETRÓLEO e de hidrocarbonetos solventes. Referência: MB-299, da ABNT-IBP e D-611, da ASTM.

- Método de ensaio para a determinação de densidade de PETRÓLEO e derivados (Método do Densímetro). Referência: NBR - 7148 e D-1298, da ASTM.

f) AROMÁTICOS -

- Método de ensaio para a deteminação de tipos de hidrocarboneto em produtos líquidos de PETRÓLEO por adsorção com indicador fluorescente (Método Fia). Referência: MB-424, da ABNT-IBP, D-1319, da ASTM.

g) DENSIDADE

- Método de ensaio para a determinação da densidade de PETRÓLEO e derivados (Método do densímetro). Referência: D-1298, da ASTM, NBR-7148.

h) DESTILAÇÃO-

- Método de ensaio para a destilação de produtos de PETRÓLEO. Referências: MB-45, da ABNT-IBP; D-86, da ASTM.

i) PRESSÃO DE VAPOR REID -

- Método de ensaio para a determinação da pressão de vapor de derivados de PETRÓLEO (Método Reid). Referências: MB-162, da ABNT-IBP, D-323, da ASTM.

- Método para a determinação da pressão do vapor de produto de PETRÓLEO (Micrométodo). Referência: D-2551, da ASTM.

j) PONTO DE CONGELAMENTO -

- Método de ensaio para determinação do ponto de congelamento de combustíveis de aviação. Referência: D-2386, da ASTM, NBR-7975.

k) TEOR DE ENXOFRE -

- Método de ensaio para a determinação de enxofre em produto líquido e em gás liquefeito de PETRÓLEO (Método da lâmpada).

Referência: NBR-6563 - D-1266, da ASTM.

l) CORROSIVIDADE AO COBRE -

- Método de ensaio para a determinação da corrosividade de produtos de PETRÓLEO (Método da lâmina de cobre). Referência: MB-287, da ABNT-IBP; D-130, da ASTM.

m) GOMA ATUAL -

- Método de ensaio para a determinação da goma atual em gasolinas automotivas e combustíveis para aviação. Referência: MB-289, da ABNT-IPB, D-381, da ASTM.

n) ESTABILIDADE DA OXIDAÇÃO -

- Método de ensaio para determinação da estabilidade à oxidação dos combustíveis de aviação (Método do resíduo potencial).

Referência: D-873, da ASTM; MB-452, da ABNT-IBP.

o) TOLERÂNCIA A ÁGUA -

-Método de ensaio para a detemrinação da tolerância à água dos combustíveis de aviação. Referência: D-1094, da ASTM, NBR-6577.

QUADRO DE ESPECIFICAÇÕES

GASOLINA DE AVIAÇÃO

CARACATERÍSTICAS

ESPECIFICAÇÕES

MÉTODOS

GAV 100

GAV 115

Aparência

Claro, límpido, isento de água e material sólido à temperatura ambiente normal

Visual

Poder antidetonante, mistura pobre,

método Aviação

Índice de octano

Índice de desempenho

Poder antidetonante, mistura rica,

método superalimentação

Índice de desempenho

mmín.

mmín.

mmín.

100

-

130

-

115

145

D 2700 e D 910; MB 457 (1)

Chumbo tetraetila

g Pb/1

ml CTE/1

máx

mmáx

0,85

0,80

1,28

1,21

D 3341, D 2547 ou D 2599

Cor

Corante, mg/l

Azul

Azul

0,80-1,51

Azul

0,80-1,51

D 2392

Poder calorífico inferior KL/kg

ou Produto ponto de anilia X densidade

mín.

mín.

435.000

75.00

44000

9800

D 1405 ou D 2382 (2)

D 611 e D 1298; MB-299 e NBR 7148

Aromáticos, % vol.

mín.

-

5,0

D 1319, MB 424

Densidade a 20°C, kg/1

Anotar

D 1298; NBR-7148

Destilação

PIE, °C

evaporado a 75°C, vol..

evaporado a 105°C, % vol.

evaporado a 135°C, % vol.

PFE, ºC

soma 10%+50% evaporado, temp.ºC

recuperado, % vol.

resíduo, % vol.

perda, % vol.

mín.

máx.

mín.

máx.

mín.

mín.

máx.

máx.

Anotar

10

40

50

90

170

135

97 (3)

1,5

1,5

D 86; MB-45

Pressão vapor Reid, kPa

mín.

máx.

38,0

48,5

D 323 ou D 2551; MB-162

Ponto de congelamento

máx.

-60

D 2386; NBR-7975

Teor de enxofre, % peso

máx.

0,05

D 1266 - 6563

Corrosividade ao cobre (2h a 100°C)

máx.

1

D 130; MB-237

Goma atual, mg/100ml

máx.

3

D 381; MB-289

Estabilidade à oxidação (16h)

goma potencial, mg/100ml

chumbo precipitado, mg/100ml

máx.

máx.

6

2

D 873; MB-452

Tolerância à água

condições interfaciais

condições de separação

mudança de volume, ml

máx.

máx.

máx.

2

2

2

D 1094; NBR-6577

Outros aditivos (4)

Antioxidante, mg/1 (opcional)

Dissipador de cargas estáticas (acordado) (5)

ASA-3, mg/1

ou Stadis 450mg/1

máx.

máx.

máx.

24,0

1,0

3,0

(Nota)

(1) O valor obtido através do método D 2700 corresponde ao método Motor, que pode ser convertido para o método Aviação usando a tabela 2 do ASTM D 910-83.

(2) Um valor de poder calorífico inferior poderá ser estimado a partir do produto ponto de anilina (ºF) x densidade (ºAPI) usando a tabela I ou as equações 1 e 5, do método ASTM D 1405.

(3) não exigido para a CAV-115.

(4) O certificado de análise deverá indicar se o combustível contém ou não aditivos. Caso positivo, indicar o tipo e a concentração dos mesmos.

(5)Deverá ser adicionado quando houver acordo entre as partes envolvidas.

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