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RCNP 6 - 1985

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RESOLUÇÃO CNP Nº 6, DE 16.7.1985 - 640ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA - DOU 26.7.1987

Dispõe sobre as especificações do óleo mineral isolante tipo A (base naftênica), para transformadores e equipamentos de manobras.

Revogada pela Portaria DNC nº 46, de 2.12.1994 - DOU 8.12.1994 - Efeitos a partir de 8.12.1994.

O CONSELHO NACIONAL DE PETRÓLEO, no uso das atribuições que lhe conferem o artigo 3º da Lei nº 2.004, de 03 de outubro de 1953, o artigo 1º do Decreto nº 42.483, de 16 de outubro de 1957 e o item V do artigo 1º do Regulamento Interno, aprovado pela Portaria nº 235/MME, de 17 de fevereiro de 1977.

Considerando a necessidade constante de atualização das especificações do óleo mineral isolante tipo A;

Considerando estudos realizados,

RESOLVE:

Art. 1º. Estabelecer, Para o oleo mineral isolante tipo A, o Regulamento Técnico 18/85, que acompanha a presente Resolução, e declara-la de observância obrigatória na comercialização do produto.

Art. 2º. O óleo mineral isolante tipo A é utilizado em transformadores e equipamentos de manobra onde não é estabelecida a utilização do óleo isolante tipo B.

Art. 3º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogada a Resolução nº 6/72 e demais disposições em contrário.

Parágrafo Único. Fica autorizado o prazo de 90 (noventa) dias para a utilização do estoque de óleo isolante tipo B existente no país, proveniente de importação com base nas especificações ora revogadas.

OZIEL ALMEIDA COSTA

REGULAMENTO TÉCNICO CNP 16/85.

A que se refere a Resolução nº 06/85, desta data.

1. Este Regulamento Técnico aplica-se ao óleo mineral isolante de base naftênica, tipo A, isento de aditivos, para uso no território nacional, a partir dos tanques do Distribuidor, no caso de óleo mineral isolante importado, ou dos tanques das Refinarias e do Distribuidor, no caso de óleo mineral isolante de produção nacional, sempre antes de qualquer contato com o equipamento.

2. O óleo mineral isolante naftênico, tipo A, especificado no presente Regulamento, deverá possuir as propriedades expressas no quadro anexo.

3. Os dados de precisão (repetitividade e reprodutividade) fornecidos nos métodos citados devem ser usados somente como um guia para aceitação das determinações em duplicata de cada ensaio e não devem ser consideradas como tolerância aplicável aos limites especificados neste Regulamento.

4. A verificação das características do produto far-se-á mediante o emprego das Normas Brasileiras Registradas e Métodos Brasileiros (NBR e MB, respectivamente), do Instituto Nacional de Metrologia, Normalizaçãp e Qualidade Industrial (INMETRO)da Associação Brasileira de Normas Técnicas e do Instituto de PETRÓLEO (ABNT-IBP), Métodos da AMerican Society for Testing and Materials (ASTM) e Métodos da Comissão Eletrônica Internacional (IEC), observando-se sempre os de publicações mais recentes:

a) APARÊNIA - Método visual.

b) DENSIDADE - Método de Ensaio para a determinação da densidade de PETRÓLEO e derivados (método do densímetro). Referência NBR 7148, da ABNT.

c) VISCOSIDADE CINEMÁTICA - Método de Ensaio para a determinação da viscosidade cinemática. Referência MB-293, da ABNT/IBP.

d) PONTO DE FULGOR - Método de Ensaio para determinação dos Pontos de Fulgor e de combustão (Vaso aberto Cleveland). Referência MB-50 da ABNT/IBP.

e) PONTO DE FLUIDEZ - Método de Ensaio para a determinação do ponto de fluidez de produtos de PETRÓLEO. Referência: MB-820, da ABNT/IBP.

f) ÍNDICE DE NEUTRALIZAÇÃO - Método de Ensaio para a determinação do índice de neutralização de produtos de PETRÓLEO (Método do indicador). Referência MB-101, da ABNT/IBP.

g) TENSÃO INTERFACIAL - Método de Ensaio para a determinação de tensão interfacial de óleo-água. Referência NB-6234, da ABNT.

h) COR - Método de Ensaio para determinação da cor em produtos de PETRÓLEO. (Método do Colorímetro - ASTM). Referência: PMB-351, da ABNT/IBP.

i) TEOR DE ÁGUA - Método de Ensaio para determinação de água em líquidos isolantes (Método KARLS-FISCHER). Referência - NBR-5755.

j) CLORETOS - Método de Ensaio para determinação de cloretos e sulfatos inorgânicos em óleos isolantes. Referência NBR-5779, da ABNT.

l) SULFATOS - Método de Ensaio para determinação de cloretos e sulfatos inorgânicos em óleos isolantes. Referência NBR-5779, da ABNT.

m) ENXOFRE CORROSIVO - Método de Ensaio para determinação de enxofres corrosivos em óleos isolantes. Referência PMB-899, da ABNT.

n) PONTO DE ANILINA - Método de Ensaio para determinação do Ponto de Anilina e do Ponto de anilina de produtos de PETRÓLEO e hidrocarbonetos solventes. Referência MB-299, da ABNT.

o) ÍNDICE DE REFRAÇÃO - Método de Ensaio para determinação de índice de refração. Referência - NBR-5778.

p) RIGIDEZ DIELÉTRICA - Método de Ensaio para determinação de rigidez dielétrica de óleos isolantes. (Eletrodos de Discos). Referência - NBR-6869, da ABNT.

q) FATOR DE POTÊNCIA - Método de Ensaio para determinação das perdas dielétricas e constante dielétrica de líquidos elétricos. Referência ASTM-D-929.

r) FATOR DE DISSIPAÇÃO - Método de Ensaio para medição da permissividade relativa, fator de dielétrica e resistividade (em corrente contínua) de líquidos isolantes. Referência - IEC-247.

s) ESTABILIDADE · OXIDAÇÃO - Método de Ensaio para a determinação de estabilidade à oxidação de óleo isolante. Referência - IEC-74.

t) TEOR DE INIBIDOR DE OXIDAÇÃO DBPC/DBP - Método de Ensaio para determinação de 2,6 - diert-butil-p-cresol-DBPC e 2,6-ditert-butilfenol-DBP, em óleos isolantes elétricos, por absorção no infravermelho. Referência - ASTM-D-2668.

ANEXO REGULAMENTO TÉCNICO N 18/85

RESOLUÇÃO N 06/85

1. O ensaio de viscosidade será realizado em duas temperaturas dentre as 3 citadas.

2. Este valor é exigido por tratar-se de óleo isolante de origem naftênica.

3. Estes itens não se aplicam a produtos transportados em navios ou caminhões-tanques, ou estocados em tanques, em que possa ocorrer absorção de umidade. Neste caso, deverá ser processado tratamento físico adequado para que estabeleça os valores especificados no presente Regulamento Técnico.

4. Esta especificação requer que o óleo isolante atenda ao limite de Fator de Potência a 100oC pelo método ASTM-D-924 ou ao Fator de Dissipação 90oC pelo método IEC-247. Esta especificação não exige que o óleo isolante atenda aos limites medidos por ambos os métodos.

5. O ensaio do fator de dissipação a 90oC, do óleo oxidado pelo método IEC 74, será realizado conforme método IEC 247 e após a preparação desse óleo feita de acordo com o item 10.4.1 do projeto de método de ensaio IEC 10A (Central Office) 56.

NOTA:

Os recipientes destinados ao fornecimento do óleo mineral isolante devem ser limpos e isentos de matérias estranhas.

O revestimento interno deve ser constituído de epoxi, convenientemente curada, O material equivalente em desempenho.

REGULAMENTO TÉCNICO Nº 18/85

QUADRO DE ESPECIFICAÇÕES

ÓLEO MINERAL ISOLANTE TIPO A

CARACTERÍSTICAS

UNIDADES

ESPECIFICAÇÕES

MÉTODOS

MIN.

MÁX.

APARÊNCIA

O óleo deve ser claro, límpido, isento de matérias em suspensão ou sedimentadas

VISUAL

Densidade a 20/4ºC

-

0,861

0,900

NBR 7148

Viscosidade

cSt

-

a 20ºC

25,0

ABNT-MB-293

a 40ºC

11,0

a 100ºC

3,0

Ponto de fulgor

ºC

140

-

ABNT-MG-50

Ponto de fluidez

ºC

-

-39(2)

ABNT-MB-820

Índice de neutralização, JAT

Mg KOH/g

-

0,03

ABNT-MB-101

Tensão interfacial a 25ºC

mN/m

40

-

NBR 6234

Cor

-

-

1,0

ABNT-MB-351

Teor de água(3)

ppm

-

35

NBR-5775

Cloretos

-

ausentes

NBR-5779

Sulfatos

-

ausentes

NBR-5779

Enxofre corrosivo

-

Não corrosivo

ABNT-IMB-899

Ponto de anilina

ºC

63

84

ABNT-MB-899

Índice de refração a 20ºC

-

1,485

1,500

NBR-5778

Rigidez Dielétrica(3)

KV

30

-

NBR-6869

Fator de Potência a 25ºC

-

-

0,05

ASTM-D-924

Fator de Potência a 100ºC(4)

%

-

0,50

ASTM-D-924

Fator de dissipação tgS a 90ºC

-

-

0,40

IEC-247

Estabilbidade à oxidação

Mg KOH/g

% massa

%

Índice de neutralização(IAT)

-

0,40

IEC-74

Borra

-

0,10

Fator de dissipação(tgs) a 90ºC(5)

-

20

Teor de inibidor de oxidação

%massa

-

0,08

ASTM-D-2668

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