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RCNP 9 - 1987

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RESOLUÇÃO CNP Nº 9, DE 31.3.1987 – DOU 9.4.1987 – RETIFICADO DOU 9.4.1987

Dispõe sobre as especificações do querosene de aviação especial para a Marinha do Brasil.

O CONSELHO NACIONAL DO PETRÓLEO, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 10 do Decreto-Lei nº 538, de 7 de julho de 1983, o art. 3º da Lei nº 2.004, de 3 de outubro de 1953, o art. 1º do Decreto nº 42.483, de 16 de outubro de 1957 e o item V do art. 1º do Regimento Interno, aprovado pela Portaria MME nº 235, de 17 de Fevereiro de 1977, e

CONSIDERANDO a necessidade de especificar o querosene de aviação, de alto ponto de fulgor, especial para a Marinha do Brasil, e

CONSIDERANDO o que consta no Processo nº 27300.004048/87,

RESOLVE:

Art. 1º Estabelecer para o combustível em epígrafe, o Regulamento Técnico nº 22/87 que acompanha a presente Resolução.

Art. 2º O Regulamento Técnico estabelecido nesta Resolução deverá ser observado pelas refinarias e companhias Distribuidoras de derivados de Petróleo no País.

Art. 3º Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.

ROBERTO FRANÇA DOMINGUES
Presidente do CNP

REGULAMENTO TÉCNICO CNP Nº 22/87A QUE SE REFERE À RESOLUÇÃO Nº 09/87, DESTA DATA

1. O Regulamento Técnico nº 22/87 aplica-se ao querosene de aviação, de alto ponto de fulgor, especial para a Marinha do Brasil.

2. O Combustível em lide deverá possuir as propriedades expressas no quadro anexo.

3. Os valores especificados no presente Regulamento são absolutos, não estando sujeitos a correção para tolerância dos métodos. Quando forem feitas determinações múltiplas, deverão ser usados resultados médios.

4. Um dos inibidores de oxidação abaixo relacionados deverá ser obrigatoriamente adicionado ao querosene, imediatamente após seu processamento, em uma proporção de 17,2 a 24,0 mg/1:

a) 2.6 – ditert-butilfenol

b) 2,4 – dimetil-6-tert-butilfenol

c) 75% min. 2,6 – ditert-butilfenol

25% máx. terciário e tritert-butilfenóis

d) 55% min. 2,4 – dimetil-6-tert-butilfenol

45% máx. mistura de butilfenóis terciários e ditert-butilfenóis

e) 60% min. 80% máx. 2,6 – dialquilfenóis

20% min. 40% máx. mistura de 2,3,6-trialquilfenóis e 2,4,6-trialquilfenóis

f) 35% min. 4-metil-2,6-ditert-butilfenol

65% máx. mistura de metil, etil e dimetil tert-butilfenóis

g) 60% min. 2,4-ditert-butilfenol

40% máx. mistura de butilfenóis terciários

h) 30% min. mistura de 2,3,6-trimetilfenol e 2,4,6-trimetilfenol

70% máx., mistura de dimetilfenóis

i) 65% min. mistura de 2,4,5-tri-isopropilfenol e 2,4,6-tri-isopropilfenol

35% máx. mistura de outros isopropilfenóis e difenóis

j) 55% min. etilfenóis butilados

45% máx. metil e dimetil fenóis butilados.

5. O desativador de metal N,N’ disalicilideno-1,2 propanodiamina deverá ser adicionado obrigatoriamente ao combustível em epígrafe em um teor menor que 5,8 mg/1.

6. A verificação das características do produto far-se-á mediante o emprego das Normas Brasileiras Registradas e Métodos Brasileiros (NBR e MB, respectivamente), do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), da Associação Brasileira de Normas Técnicas e do Instituto Brasileiro de Petróleo (ABNT-IBP), Métodos da American Society For Testing Materials (ASTM) e Métodos do Institute of petroleum (IP) e do Federal Standart (Fed-Std) observando-se sempre os de publicação mais recente:

a) Acidez total – Método para determinação da acidez total de combustível de turbina de aviação.

Referência: D-3242, da ASTM.

b) Aromáticos – Método para a determinação dos tipo de hidrocarbonetos em produtos líquidos de petróleo por adsorção e indicador fluorenscente.

Referência: MB-424, da ABNT-IBP;

D-1319, da ASTM

c) Olefinas – Método para a determinação dos tipos de hidrocarbonetos em produtos líquidos de petróleo por adsorção e indicador fluorescente.

Referência: MB-424, da ABNT-IBP

D-1319, da ASTM.

d) Enxofre Total – Método para a determinação do enxofre em produtos de petróleo e gases liquefeitos de petróleo (Método da Lâmpada).

Referência: MBR 6563: D-1266 ou D-2622, da ASTM.

e) Destilação – Método de ensaio para a destilação de produtos de petróleo.

Referência: MB-45, da ABNT-IBP

D-86, da ASTM

f) Ponto de Fulgor – Método para a determinação do ponto de fulgor, pelo aparelho fechado TAG.

Referência: NBR 7974;

D-56, da ASTM.

g) Densidade – Método para a determinação da densidade relativa de produtos líquidos de petróleo, pelo densímetro.

Referência: NBR 7148;

D-1298, da ASTM.

h) Ponto de Congelamento – Método para a determinação do ponto de congelamento de combustíveis de aviação.

Referência: NBR 7975;

D-2386, da ASTM.

i) Viscosidade – Método para a determinação da viscosidade cinemática.

Referência: MB-293, da ABNT-IBP;

D-445, da ASTM

j) Produto ponto de anilina x densidade.

Referência: MB-299 e NBR 7148;

D-611 e D-1298, da ASTM.

1. Ponto de Fuligem.

Referência: MB-295, da ABNT-IBP

D-1322, da ASTM.

m) Corrosividade.

- Corrosividade ao Cobre – Método para a determinação da corrosividade de produtos de petróleo (Método da lâmina de cobre)

Referência: MB-287, da ABNT-IBP;

D-130, da ASTM

- Corrosividade à prata – Método para a determinação da corrosividade à lâmina de prata.

Referência: P-MB-453, da ABNT-IBP; IP-227.

n) Estabilidade térmica

Referência: D-3241, da ASTM, com as condições de teste estabelecidas na esp. MIL-T-5624 L.

o) Cobre

Referência: IP 225 ou método analítico adequado.

p) Índice modificado de separação de água

Referência: D-2550, da ASTM.

q) Goma Atual – Método para a determinação da soma igual em combustíveis por evaporação.

Referência: MB-289, da ABNT-IBP;

D-381, da ASTM.

r) Tolerância à água – Método para a determinação de tolerância à água dos combustíveis de aviação.

Referência: NBR 6577;

D-1094, da ASTM.

s) Aparência – Método visual.

t) Enxofre mercaptídico – Método para a determinação do enxofre mercaptídico em combustível para turbinas de aviação.

Referência: NBR 6298: D-3227, da ASTM.

REGULAMENTO TÉCNICO 22/87

QUADRO DE ESPECIFICAÇÕES

QUEROSENE DE AVIAÇÃO, ESPECIAL PARA A MARINHA DO BRASIL

CARACTERÍSTICAS

ESPECIFICAÇÕES

Aparência (*)

Vide observação

Aromáticos, % em volume máx.

25,0

Cor, Saybolt

anotar

Corrosividade à lâmina de cobre, 2h a 100ºC, máx.

1b

Corrosividade à lámina de prata, 4h a 50ºC, máx.

2

Destilação, ºC

- Ponto ebulição inicial

anotar

- 10% recuperados, máx.

205

- 20% recuperados, máx.

anotar

- 50% recuperados, máx.

anotar

- 90% recuperados, máx.

anotar

- ponto Final, máx.

290

- resíduo, % em volume, máx.

1,5

- Perdas, % em volume, máx.

1,5

Enxofre mercaptIdico, % em massa, máx.

0,003

Enxofre total % em massa, máx.

0,40

Estabilidade térmica

- Diferencial de pressão no filtro, mmHg, máx.

25

- código de depósito no pré-aquecedor, menor do que

3

Goma atual, mg/100ml, máx

7

Índice modificado de separação de água, mín

85

Densidade Kg/1, a 15ºC

0,788 a 0,845

Acidez total, mg KOH/g, máx.

0,015

Olefinas, % em volume, máx.

5,0

Ponto de congelamento, ºC, máx.

-34

Ponto de Fuligem, mm, Min.

19

Ponto de Fulgor, ºC, min.

60

Produto ponto de anilina x densidade API, min.

4500

Sólidos totais, mg/1, máx.

1,0

Tolerância à água

- na interface, máx.

1b

- separação, máx.

2

Viscosidade a -20ºC, cSt, máx.

8,5

Cobre, µg/Kg, máx. (**)

150

Observação: (*) Claro e límpido, isento de material sólido e de água não dissolvida, em temperatura ambiente normal.

(**) Aplica-se somente na refinaria, quando o combustível tiver sido submetido ao adoçamento por cobre.

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